Ministério Público oferece denúncia contra acusados de autoria material e intelectual na morte de Roberta Dias

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), por meio da 6ª Promotoria de Justiça de Penedo, ofereceu à Justiça denúncia contra Karlo Bruno Pereira Tavares, conhecido como “Bruninho”, e  Mary Jane Araújo Santos, ambos acusados de homicídio duplamente  qualificado, ocultação de cadáver, e aborto provocado por terceiro tendo como vítima Roberta Costa Dias.

Para o promotor de Justiça, Sitael Jones Lemos, a materialidade e  autoria dos crimes encontram-se comprovadas de forma inconteste nos autos, perante as evidências do conjunto probatório coligido na fase inquisitorial. Em relação aos demais possíveis envolvidos no caso, o agente ministerial aguardará novas diligências , já que entendeu que os esforços anteriores não foram suficientes para comprovar a participação.

Conforme os autos, Mary Jane teria encomendado a morte de Roberta Dias. A mesma teria procurado a vítima nos dias anteriores ao dia do seu desaparecimento para convencê-la a provocar o aborto, o que foi descartado. Assim, revoltada, teria ela decidido colocar o plano criminoso em prática contratando Karlo Bruno para a autoria material. Roberta foi asfixiada com um fio de som automotivo, na presença de Saullo de Thasso Araújo dos Santos – filho de Mary Jane – com quem manteve um relacionamento amoroso e de quem estava grávida de três meses.

Roberta, de acordo com o afirmado pelo promotor de Justiça, Sitael Lemos, foi atraída por Saullo ao local do seu desaparecimento, nas proximidades do posto de saúde onde tinha ido para consulta de pré-natal. Ele estava no veículo Gol, de cor preta, que escondia no porta-malas o criminoso. Para a conclusão do Ministério Público, foram ouvidas testemunhas e feitas várias quebras de sigilo telefônico, com aval da Justiça, comprovando contatos entre acusados e vítima, bem como a narração da barbárie por Karlo Bruno.

O promotor também requereu indeferimento do  pedido de prisão preventiva. Segundo ele, no contexto atual enxerga como desnecessária.

“O crime ocorreu há seis anos, os dois denunciados têm residência fixa, a Mary Jane já ficou um período em reclusão e a lei resguarda que podem ficar em liberdade, até que tudo seja concluído e devam ou não ser pronunciados e ir à júri”.

Já em relação a Saullo de Thasso, não foi denunciado , afirma o promotor Sitael Lemos, porque à época era de menoridade e foi representado na Vara da Infância e da Juventude.

O caso

Roberta Costa Dias desapareceu em abril de 2012, à época tinha 18 anos. O motivo do crime seria a  criança que estava esperando do filho de Mary Jane. Saulo, com quem Roberta teve relacionamento,  tinha 17 anos e a gravidez era indesejada por sua família. Ele e a mãe teriam atraído a vítima para uma rua nas proximidades do posto de saúde, onde tinha ido se consultar.

Até hoje o seu corpo não foi encontrado.

Ascom – 08/08/2018

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