MPF abre investigação penal contra procurador da Lava Jato

O MPF (Ministério Público Federal) abriu investigação, no âmbito do STJ (Superior Tribunal de Justiça), para apurar suspeitas de pagamentos ilícitos feitos pelo doleiro Dario Messer ao procurador Januário Paludo, 1 dos integrantes da força-tarefa da operação Lava Jato em Curitiba.

De acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo em reportagem publicada nesta 5ª feira (5.dez.2019), a investigação criminal está a cargo do subprocurador-geral Onofre Martins, designado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, diz o MSN.

Essa é a 1ª apuração penal que tem como alvo 1 procurador da operação. O caso se tornou público no último fim de semana após reportagem publicada no site UOL. Segundo as investigações, em mensagens trocadas com a namorada em agosto de 2018, Dario Messer –considerado o doleiro dos doleiros– cita o integrante do MP como 1 dos destinatários do suborno pago pelo criminoso em troca de proteção.

Messer diz a Myra Athayde nos diálogos interceptados pela PF que uma testemunha de acusação se encontraria com o procurador. “Sendo que esse Paludo é destinatário de pelo menos parte da propina paga pelos meninos todo o mês.” Os “meninos” seriam Claudio Barbosa e Vinicius Claret, que teriam trabalhado com Messer em operações de lavagem de dinheiro.

A PF teria classificado as trocas de mensagens como “graves” em relatório produzido em outubro.

OUTRO LADO

Eis a íntegra da nota da força-tarefa da Lava Jato sobre o caso:

“Em relação à matéria do UOL divulgada nesta madrugada, os procuradores da força tarefa da Lava Jato informam que:

1. A ação penal que tramitou contra Dario Messer em Curitiba foi de responsabilidade de outro procurador que atua na procuradoria da República no Paraná, o qual trabalhou no caso com completa independência. Nem o procurador Januário Paludo nem a força-tarefa atuaram nesse processo.

2. O doleiro Dario Messer é alvo alvo de investigação na Lava Jato do Rio de Janeiro, razão pela qual não faz sequer sentido a suposição de que um procurador da força-tarefa do Paraná poderia oferecer qualquer tipo de proteção.

3. As ilações mencionadas pela reportagem de supostas proprinas pagas a PF e ao MP já foram alvo de matérias publicadas na imprensa no passado e, pelo que foi divulgado, há investigação sobre possível exploração de prestígio por parte de advogado do investigado, fato que acontece quando o nome de uma autoridade é utilizado sem o seu conhecimento.

4. Em todos os acordos de colaboração premiada feitos pela força-tarefa, sem exceção, os colaboradores têm a obrigação de revelar todos os fatos criminosos, sob pena de rescisão do acordo.

5. Os procuradores da força-tarefa reiteram a plena confiança no trabalho do procurador Januario Paludo, pessoa com extenso rol de serviços prestados à sociedade e respeitada no Ministério Público pela seriedade, profissionalismo e experiência.”

05/12/2019

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